Papo Reto

Sabe aquele famoso dedo podre para relacionamentos?

Sabe aquele famoso dedo podre para relacionamentos?

Elvia Queiroz

abril 6th, 2017

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Sabe aquele famoso dedo podre para relacionamentos? Pois é, quem nunca teve? Foi desse dedo podre, ou de todos os dedos podres, inclusive os dos pés, que veio a idéia de compartilhar, fantasias, aventuras, histórias quentes e picantes e grandes experiências de amor… Ops, só que não!!!podre

E vem de momentos compartilhados, de conversas engraçadas, trágicas e cômicas todas as histórias que serão apresentadas aqui, algumas reais, porém com nomes fictícios para manter a privacidade e integridade dos personagens, outras nem tão reais, mas que servirão para entender, esclarecer aquela dúvida, ou deixa-los mais confusos, quem sabe. Bora lá conhecer?

O objetivo é a historia de alguém, contada toda semana, ou a sequencia dessa mesma historia a cada semana. Caso tenha uma história daquele boy que acha que é O CARA, ou daquela amiga que pega geral e passa por grandes bafos, ou aquela amiga que não pega ninguém, mas nunca está sozinha, ou aquela amiga que teve todas as experiências “ruins” do mundo, pode nos compartilhar também!

Hoje a conversa é papo reto mesmo, e um tanto inocente para não dizer bobo, de duas amigas que acreditam no amor e resolveram encontra-lo num site de relacionamentos!

Pergunta: “O que leva uma pessoa a entrar (participar) criar um perfil em um site desses, de namoro, amizade, paquera ou pegação?”.

namoro-virtual… Sabe aquele momento da vida em que nada está legal, nenhuma balada louca, nenhum fervo intenso e até um boy novo para chamar de seu?

Você entra no facebook e nenhuma, digo NENHUMA solicitação de amizade daquele seu vizinho mala, ou sua tia fofoqueira, ou primo chato! Nada, nadinha mesmo… Então, de repente, eis que surge a OPORTUNIDADE da sua vida, brilhando, gritando, implorando com olhos verdes, músculos fortes e olhar sedutor, te convidando para criar um perfil em um site de relacionamento…

Eis que surge o namoro…

De inicio tudo era engraçado, encantador, cada conversa um aprendizado, com homens de todos os tipos e com todas as vontades do mundo. Tinha os mais despojados, mais galanteadores, cultos, elegantes, tinham aqueles que não levavam muito a vida a sério, aqueles que são os mais broxantes (os ruins de português) e até aqueles mais românticos.

Foi uma experiência marcante (super indico) principalmente porque eram duas amigas inexperientes passando por situações loucas.

Ficaram algumas lições que ajudaram no crescimento emocional, na maturidade, em como lidar melhor com o sexo masculino. Não se pode generalizar, porém, o fato é que descobriu-se coisas importantes, que se repetiriam mais adiante em outros relacionamentos.

  • Em sites de relacionamentos, os perfis são em quase sua totalidade de homens comprometidos, não sabemos ao certo qual motivo os leva a criarem perfis, porém a grande maioria é casado ou está em um relacionamento sério;
  • Em 100% das conversas, se eles te chamam de linda, princesa, gata… qualquer adjetivo, CAIA FORA!!! Isso não é novidade hoje em dia, mas fica a dica: são nomes usados para que não haja nenhum deslize com as outras 100 garotas que eles estão conversando.
  • E por fim, existem pessoas legais e que dizem a verdade… Ops! Será?

E foi assim que começamos a namorar…

Conhecemos muita gente, homens bonitos e gentis, homens normais e maníacos, inteligentes, divertidos, o mundo real talvez.

Como tínhamos pouca experiência, achamos que tínhamos finalmente encontrado nossa alma gêmea.

Diego e Fernando, um do Rio de Janeiro e outro do Paraná. Tinham aparência normal.

Diego era alto, 1,90 metros, corpo de quem frequentava academia, porém sem tantos músculos definidos, negro dos olhos castanhos, sotaque bem carioca, e claro, adorava pagode. Enviava musicas todos os dias e dizia que pagaria passagem para vê-lo. Era atencioso e educado. Adorava vitamina de banana e era um homem quente…

Fernando tinha 1,82 metros, mãos grandes, pele bem clara, rosto com ângulos definidos, olhos expressivos e boca grande. Era exótico, gostava de rock e andar de moto.

Eram caras legais e por isso começamos a namora-los, minha amiga e eu… Os namoros duraram 3 meses aproximadamente, era sério, para nós duas (kkkkk). Duas loucas sem experiência, namorando o celular, porque os homens!… Riamos muito, porque tínhamos noção do ridículo, mas, passamos a sair menos, a frequentar menos as baladas, a beber menos. Eram fins de semana em casa, apenas teclando com “os mozão”.

Três meses de namoro Diego volta com a esposa, era casado e desconfio que toda vez que estava sem internet era porque estava com a mulher. Fernando, semanas depois, começou a ficar sem tempo, ocupado, perdeu o bom humor, as afinidades e nunca mais mandou mensagem, coitadinho, acho que ainda esta sem tempo!

O fato é que, aprendemos a lidar com gente “real” por ter lidado com gente do nosso imaginário, com o virtual. Tiramos lições de tudo e isso ajudou a encarar a vida no mundo por ai. Dizemos que todos deveriam passar por essa experiência.

O fato é que: nunca se doe demais em qualquer relacionamento imaginário…

Existem diferenças em todos, porém os homens, quando querem alguma coisa, não ligam muito com distância, falta de dinheiro, ex- mulher, pneu furado ou diluvio!!! Ele vai procurar você!

O mesmo quando perde o interesse, a primeira conversa é a falta de tempo, o excesso de tarefas. CAIA FORA na 1ª desculpa, É MENTIRA, questão de prioridade, ele não quer mais, você já não é mais a “picanha do churrasco”, no máximo uma carne moída que serve para qualquer refeição!

E por fim, faça um perfil em um site desses, além de você ver o marido “das amigas” dizendo que é solteiro, também poderá encontrar uma pessoa bacana para conversar!

Se joga, ria muito, mande nudes, brinque, faça o que quiser, porque vale a pena a experiência de namorar o celular de vez enquando!

Ah, e quanto ao amor que procurávamos no inicio? Encontramos o amor próprio!

 paporeto

2 Comentrio

  1. Elto disse:

    Ficou muito topp

  2. Neto Casemiro disse:

    Esse tipo de visão realmente faz a gente olhar as coisas com outra perspectiva.

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